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       Você nunca tinha ouvido falar em biometria, leitura da impressão digital, íris, etc...? Pois estamos relacionando algumas informações sobre o assunto em jornais e revistas, para você ficar seguro que essa é a melhor solução e vem sendo implantada por diversas empresas em todo mundo. Adquira na frente dos sua concorrência... Enquanto ainda funciona como uma excelente forma marketing e visão empresarial.

The New York Times

Comércio se utiliza de impressões digitais
para evitar fraudes

Por Peter T. Kilborn em 20/02/2002 às 10:44

BEAUMONT, Texas - Pequenos discos azuis, do tamanho de uma moeda de 50 centavos, estão colocados no balcão perto de cada uma das três caixas registradoras na loja Sam's Package. Quando um cliente estranho preenche um cheque, Peggi Parigi, proprietária da loja junto com seu marido, pede a carteira de motorista, o local de trabalho e o telefone do cliente. Então ela aponta para o disco.

"Eu preciso da sua impressão digital", disse a Ann Harris, que pagou US$ 21,65 por uma garrafa de whisky.

"Para que?", perguntou Harris, que é gerente de departamento no Wal-Mart.

Esse foi o primeiro encontro de Ann com a impressão digital. Provavelmente não será a última. Nessa agitada cidade do Texas, e na maior parte do Texas e da Califórnia, no Meio Oeste e na Flórida, o que era apenas aceitável para criminosos está se tornando rotina para clientes que usam seus cheques para pagarem supermercados e outras lojas.

E o uso da impressão digital está se espalhando. Em dezembro, uma loja do McDonald's em Fresno, na Califórnia, instalou um terminal que coleta impressões digitais e os números de cartões de crédito de clientes que queiram pagar suas refeições apenas tocando em um scanner. Diversos estados, incluindo o Texas, a Califórnia e a Geórgia, agora exigem que as impressões digitais estejam presentes nas carteiras de motorista.

A crescente confiança nessa nova tecnologia causou pouca oposição pública em uma nação preocupada com o terrorismo e em identificar ladrões. Agências de negócios e do governo defendem a prática como uma resposta razoável ao tráfico de falsas identidades.

Defensores dos direitos civis, entretanto, estão preocupados que as impressões digitais sejam usadas para intimidar pessoas que auxiliam negócios que servem pessoas de baixa renda. E alguns imaginam se as bases de dados cheias de informações poderão ser protegidas de abusos.

Wayne Crews, diretor de estudos tecnológicos no Instituto Cato em Washington, afirmou que a tecnologia pode proteger a privacidade, tornando difícil para um ladrão usar o cartão de uma pessoa que contém suas impressões digitais.

Mas Crews afirmou que grandes bases de dados, como as usadas para armazenar as impressões digitais ou as imagens faciais em carteiras de motoristas ou carteiras de identidades, podem ser abusadas por oficiais ladrões de identidades ou qualquer outra pessoa que tiver acesso a eles. "Você cria um pote de ouro para ladrões", declarou.

Gostando ao não, a mudança está chegando, garantiu William Rogers, editor da Biometrics Digest, um informativo em St. Louis dedicado à cobertura de novas tecnologias de reconhecimento humano. "O governo, a saúde, os negócios, as escolas, essas são áreas que estão prestando mais atenção a essas novas tecnologias", afirmou Rogers.

O medo do terrorismo apenas apresentou a tendência. "Desde o dia 11 de setembro, há um tremendo foco nesse assunto", afirmou.

 

IDG News Service

Sensor de impressão digital para celulares

Por Kuriko Miyake, Tóquio

Os telefones celulares poderão ser mais seguros daqui para frente, principalmente agora que engenheiros da Fujitsu desenvolveram um compacto sensor de impressão digital, projetado para dispositivos portáteis. Com o crescimento do uso de serviços como e-commerce e e-goverment, a fabricante espera que a demanda por funções de autenticação nos celulares deva aumentar.

Antes de anunciar a novidade, no entanto a Fujitsu teve que estudar algumas questões, como o tamanho do sensor. Até agora, os dispositivos com esse tipo de tecnologia eram muito grandes e consumiam muita bateria para serem integrados em equipamentos portáteis, sem contar as questões do alto custo e da segurança, explicou Chiaki Kuwahara, porta-voz da Fujitsu.

A empresa resolveu esse problema trocando um sensor, que copia toda a impressão digital em uma única passagem do dedo, para outro que identifica a impressão em etapas. Essa segunda tecnologia, chamada pela fabricante de MBF 300, é dez vezes menor que a anterior. Dessa forma, o sensor pode ser embutido em um telefone celular com uma facilidade muito maior. A fabricante começará a apresentar seu novo sistema ao mercado mundial em abril deste ano.

 

InfoExame

Empresas brasileiras testam a impressão digital
como solução de segurança

Por Lucia Reggiani

A velha impressão digital ensaia novos vôos no mundo high tech como solução de segurança nas transações pela internet. Em projetos piloto em andamento no país, a impressão digital capturada por sensores ópticos funciona como senha única na web, passaporte para dados sigilosos nas redes corporativas, inibidor de fraudes no e-commerce e facilitador de controle de recursos humanos , entre outras aplicações. Suas características dão conta do recado: não pode ser clonada, roubada ou emprestada e muito menos esquecida no banco de trás do táxi.

No piloto instalado no provedor de acesso Terra há cinco meses, a idéia é substituir as inúmeras senhas de internet por uma única, o dedo.Apenas a conexão com o provedor permanece separada, para não mexer nos modems numa fase experimental. O polegar – ou qualquer outro dedo cadastrado – vale como senha a partir de uma página segura e, daí em diante, o usuário entra no site que quiser sem precisar se identificar de novo. Como? Basta cadastrar suas senhas convencionais no serviço de reconhecimento de digitais do provedor.

No piloto de Sabesp, a proteção ao acesso remoto de funcionários volantes a seus sistemas é um dos próximos itens na lista de aplicações com impressão digital. O primeiro passo, dado pela companhia de saneamento básico paulista em setembro de 2000, foi a implantação do Smace (Smart Access), sistema que combina as digitais com smart card na unidade do bairro de Pinheiros. O Smace, integrado pela Unisys, une as funções de controle de acesso biométrico às de gerenciamento de recursos humanos pelo smart card no prédio da área de tecnologia. O cartão é o crachá das 300 pessoas que circulam por lá, mas só cinqüenta estão habilitadas a passar pelo leitor de impressões digitais que dá plantão na porta do centro de controle. Lá estão os servidores com informações de 5 milhões de contas de água e esgoto do Estado e de um faturamento na casa dos 2 bilhões de reais por ano. O sistema roda num servidor Windows NT com software de controle de acesso e gerenciamento de RH, na internet da Sabesp.

Neste mês, inicia-se a segunda fase do projeto, que estenderá o sistema aos 1.400 funcionários administrativos da unidade da Ponte Pequena. Nesta fase, segundo Amauri Marquezi de Luca, coordenador de estratégias e tecnologias básicas da Sabesp, a empresa pretende se concentrar no controle de pessoal, permitindo também aos funcionários obter informações online sobre suas férias e freqüência. Até agora, segundo Luca, o sistema não apresentou falhas. Mas terá algumas de suas aplicações reavaliadas. “O pessoal da manutenção está sempre com os dedos machucados. Pensamos em adotar em algumas áreas os leitores da mão toda, que analisam a altura dos dedos, por exemplo. Ou talvez os de íris”.

A impressão digital também deve chegar ao internet banking. No Bradesco, biometria é um dos assuntos em estudo, tanto aplicada ao acesso à internet por impressão digital quanto pelo reconhecimento de íris nos caixas eletrônicos, afirma a diretoria da tecnologia. A decolagem da impressão digital na grande rede vai depender, segundo Sérgio Pretto, do Terra, da disseminação do uso do leitor de digitais. Considerando o preço, vai demorar. De acordo com Fabio Giannini, diretor da Smartec, representante da Identix, os preços dos leitores de impressão digitais oscilam entre 300 (tipo mouse, para acesso lógico) e 3.000 dólares (para acesso físico). Com o dólar zanzando na faixa dos 2,50 reais, o internauta vai ter de continuar decorando senhas.

 

O Estado de São Paulo - Estadão

Clubes identificam os sócios com sistema que
mede a palma da mão

07 de setembro de 2001 

O uso da biometria para controle de acesso a clubes já é comum. Os tradicionais Clube Atlético Ypiranga, Círculo Militar de São Paulo e Clube Atlético Aramaçã usam o Handkey, da Onminet, que reconhece o usuário a partir das medidas da mão.

O software permite que o clube faça restrições de acesso. Por exemplo, pode permitir a entrada apenas de associados que não estejam suspensos por mau comportamento.

O Sport Clube Corinthians adotou em fevereiro o sistema, que já traz benefícios. "Agora, só entra o associado em dia com os pagamentos", diz a supervisora de arrecadação, Nanci Lopes Lázaro. "Recebíamos muitos cheques sem fundo." Na portaria, é preciso passar a carteira de associado na catraca e colocar a mão sobre o terminal de leitura biométrica, para assegurar que a pessoa é realmente a dona da carteirinha.

Na Associação Atlética Banco do Brasil São Paulo, há terminais na portaria e nas piscinas, para garantir que o sócio passou por exame médico. O sistema será instalado nos restaurantes para que os sócios não precisem andar com dinheiro e para aumentar a rapidez de atendimento. "O sistema reconhecerá o sócio e será feito débito em conta corrente", explica Roberto de Souza, supervisor de informática da associação.

O preço do Handkey é US$ 2,3 mil por ponto. É preciso ter um PC e adquirir o software para clubes, que custa R$ 2,5 mil, para até 2 mil titulares. (K.A.)

 

O Estado de São Paulo - Estadão

Tecnologia de identificação e controle de acesso
já funciona até em hospital e clubes

17 de setembro de 2001 

Os ataques terroristas sofridos pelos Estados Unidos na semana passada poderiam ter sido evitados se os aeroportos Logan, de Boston, e Dulles, de Washington, tivessem equipamentos de segurança com tecnologia biométrica, que identifica as características específicas de cada corpo humano.

O equipamento capta detalhes do rosto de pessoas, que podem estar em movimento e à distância, e compara com as imagens de criminosos cadastrados no banco de dados. No aeroporto Keflavik, na Islândia, este tipo de sistema já está em implementação.

Falsificações - O governo holandês está usando a tecnologia biométrica para escanear rostos e íris de imigrantes. Com o aumento de falsificações em passaportes - principalmente por terroristas e traficantes - a Holanda pretende, até 2003, colocar os dados biométricos dos cidadãos da União Européia em chips dentro de cartões de identificação.

No Brasil, esta tecnologia já existe e várias empresas e órgãos públicos, que precisam restringir determinadas áreas, estão deixando de lado as tradicionais senhas e optando pela biometria. A Telefônica Empresas, por exemplo, está sendo implementado o ÍrisAccess, da LG, que reconhece a íris de funcionários autorizados a entrar em ambientes restritos.

Clubes, bancos e hospitais já têm sistemas de reconhecimento de mão, impressão digital e voz. Estádios de futebol também já estudam a possibilidade de implementação da biometria.

 

O Estado de São Paulo - Estadão

Impressão digital é senha de acesso à rede 

17 de setembro de 2001 

Informações judiciais sigilosas do STF (Supremo Tribunal Federal) estão mais protegidas, graças a um sistema de reconhecimento de impressões digitais para acesso à rede interna de computadores. Em substituição às senhas, os funcionários precisam apenas tocar o mouse, que tem um scanner que captura a impressão digital e faz, em apenas um segundo, a identificação do usuário.

O funcionário tem permissão de acesso a determinados documentos de acordo com seu perfil, cadastrado no sistema. "Eu tenho a garantia de que quem está entrando na rede é mesmo aquele funcionário", diz o secretário de informática do STF, Leonardo Alam da Costa. "Com as senhas, não há a mesma certeza, pois há pessoas que emprestam sua senhas para outras."

O sistema, da SI (Structured Intelligence), está sendo utilizado desde maio e abrange a metade dos PCs. O objetivo é que, até o fim do ano, todos os computadores do STF tenham o mouse com scanner. Os gastos com o sistema somarão R$ 800 mil.

A sala de processamento de dados do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, também dispõe de um sistema de controle de acesso biométrico. A tecnologia, fornecida pela PCD Informática, é usada tanto para controlar a entrada dos funcionários na sala, quanto o acesso aos servidores.

Mas os planos de uso de biometria no hospital vão longe: o objetivo é que cada médico possa ser identificado por um sistema biométrico para poder fazer uma prescrição médica pelo PC. "É preciso ter controle absoluto e saber que quem faz a prescrição é realmente um médico autorizado", explica o gerente de tecnologia do hospital, Jamil de Souza Mattar. Testes já estão sendo realizados, para controlar também a área de finanças e suprimentos do hospital.

Popular - Das tecnologias biométricas, a de impressão digital é a mais popular, sendo bastante utilizada para controle de acesso físico a ambientes. Ao contrário do que se pode pensar, ele pode sair mais barato que uma solução de cartão.

O sistema de acesso à sala custou R$ 4 mil. Os funcionários chegam e tocam o aparelho para poder entrar na empresa, sem precisar de cartão. "Como temos poucos funcionários (40), o sistema de impressão digital saía mais barato do que o de cartão de aproximação", disse o gerente de Tecnologia de Informação da empresa, Júnior Andrade.

 

O Estado de São Paulo - Estadão

Nos EUA, mercado atrai investimentos milionários

14 de novembro de 2000

O mercado da biometria caminha rapidamente para tornar-se um bilionário filão. Segundo dados da empresa norte-americana International Data Corporation, companhias especializadas em identificação biológica, produção de equipamentos, institutos de pesquisa e outros serviços de reconhecimento digital de pessoas disputaram nos Estados Unidos, em 1999, um mercado de US$ 1,3 bilhão. As empresas de tecnologia biométrica lucraram, no mesmo ano, US$ 58,4 milhões. Este ano, a previsão é que as cerca de 200 empresas do setor no país lucrem US$ 594 milhões.

Os números ainda são pequenos em comparação aos vários bilhões de dólares movimentados no mercado japonês, por exemplo, ou no setor de informática como um todo, nos EUA. Mas os setores financeiro, civil e governamental deste país dedicam cada vez mais atenção ao desenvolvimento da tecnologia, que promete reduzir a quase zero as fraudes e crimes de falsidade ideológica. Entre os que já apostaram no futuro da biometria está Bill Gates, dono da Microsoft. Este ano, a gigante da informática anunciou que vai incorporar tecnologia biométrica nas próximas versões dos sistemas operacionais Windows.

O setor financeiro também vem flertanto com a biometria. Em dezembro, o Bank United Corporation de Houston tornou-se o primeiro banco norte-americano a realizar experiências com sistemas de identificação de íris. No terminal da instituição num supermercado, é feita uma fotografia do olho do usuário, que é comparada à existente no arquivo do banco. Catorze outros bancos de oito cidades também estão testando a leitura digital de íris.

O alto custo dos equipamentos de identificação biométrica é outro fator que inibiu o crescimento dessa tecnologia nos últimos anos. O surgimento de novas empresas, porém, vem corrigindo esse problema. De acordo com o international Biometric Group, há dois anos um scanner de impressão digital - um trambolho tão grande que mal cabia numa mesa - custava entre US$ 500 e US$ 700. Hoje, um aparelho com a mesma função pode ser encontrado por US$ 100, mas com uma vantagem: é do tamanho de um cartão de crédito.

Contudo, o líder na adoção de tecnologia biométrica nos EUA é o setor governamental, que está investindo US$ 1,5 bilhão num projeto de substituição de documentos pessoais por smart cards. O Brasil, segundo o gerente de projetos da NEC do Brasil, Márcio Bastos, está seguindo o mesmo caminho. "O Instituto Nacional de Identificação, órgão ligado à Polícia Federal, vai desenvolver um programa similar nos próximos anos", afirma Bastos. (R.S.)

 

O Estado de São Paulo - Estadão

Adoção de aparelhos ainda requer planejamento

14 de novembro de 2000

Além das questões éticas relacionadas à privacidade, há outros fatores que vêm atrasando a adoção da tecnologia biométrica. Realmente, em alguns casos os problemas poderiam ser maiores do que as soluções. No caso de um aeroporto de grande movimento, como o internacional de São Paulo, em Guarulhos, seria necessário um enorme banco de dados para armazenar informações de milhões de indivíduos. Haveria o risco de sobrecarga e pane no sistema, provocando atrasos em vôos e histeria coletiva. Para Ricardo Yagi, de 48 anos, diretor de soluções tecnológicas da PCD Informática (que adquiriu recentemente a Id-Tech, empresa especializada em biometria), isso ocorreria apenas se fosse mantida a infra-estrutura tecnológica dos aeroportos. "É preciso prever o fluxo médio de informações e adequar essa estrutura a ele", diz Yagi.

Prevendo uma situação cada vez mais distante da ficção científica, Yagi acredita que a compra de passagens poderá ser realizada num terminal de auto-atendimento em qualquer shopping center. A pessoa coloca a impressão digital e a passagem é emitida na hora, já com os dados fornecidos pela digital. Os dados poderão ser comprovados durante o check-in. "A tecnologia biométrica já está pronta se alguma empresa se interessar", garante o diretor de soluções tecnológicas da PCD, que participou, anos atrás, do projeto de criação de bancos 24 horas.

Atualmente, alguns dos principais aeroportos do mundo já utilizam sistemas de identificação facial. Cada câmera espalhada analisa dez rostos por minuto. Os dados são transferidos para o banco de dados de instituições criminais como o FBI ou a Interpol e comparados aos rostos de criminosos. É a biométrica surgindo como arma contra o terrorismo.

A utilização de tecnologia de reconhecimento facial, aliás, não é mais novidade. Há dois anos, no distrito de Newhan, na Inglaterra, foram instaladas cerca de 300 câmeras nas ruas, fazendo vigilância 24 horas.

Contrariando a tese de que o sistema invadiria a privacidade dos cidadãos, 65% dos habitantes do distrito apoiaram a iniciativa.

Revolução - Para Yagi, essa tecnologia surgiu para transformar o mundo. "Hoje lidamos com coisas que não mudam há 20 anos", diz o diretor. "Na década de 80, quando ainda eram usados aqueles computadores de tela verde, era preciso digitar a senha e o nome do usuário para acessar o terminal; hoje, com inovações como browsers, mouses e Internet, ainda é preciso fazer isso."

No setor civil, vários projetos-pilotos de sistemas biométricos já estão em prática. Em julho, o aeroporto de Charlotte, na Carolina do Sul, vai fazer testes com leitores de íris, método de identificação que, apesar de caro, é tão ou mais eficaz quanto a impressão digital. Sistemas de reconhecimento da geometria da mão também já são utilizados com freqüência nos Estados Unidos, no Serviço de Imigração e Naturalização e em setores administrativos dos aeroportos de Nova York, São Francisco e Los Angeles.

A tecnologia biométrica é, sem dúvida, um instigante exercício de imaginação. Mas, há cerca de 30 anos, só a tripulação da Enterprise (nave espacial da série Jornada nas Estrelas) falava com alguém em outra cidade (ou planeta) por um aparelho sem fio, que cabia na palma da mão. Hoje, temos telefones celulares minúsculos, mais comuns que um disco de vinil na época.

Quem sabe, aquela máquina legal de teletransporte do filme não deixe de ser apenas um sonho daqui a outros 30 anos? (R.S.)

 

Microsoft

Microsoft e I/O Software adotam Biometria

10 de maio de 2000 

A Microsoft e a I/O Software Inc., empresa líder em software de segurança, sediada em Riverside, na California, EUA, anunciaram sua cooperação para ampliar o uso da Biometria através da integração da tecnologia de autenticação biométrica nas versões futuras do sistema operacional Windows.

A Microsoft adquiriu as tecnologias Biometric API (BAPI) e de autenticação SecureSuite da I/O Software para oferecer aos usuários o mais alto nível de segurança na rede baseado em um método de autorização pessoal confiável. A integração da autenticação biométrica permitirá aos usuários logarem-se em seus computadores e conduzirem transações seguras de e-commerce utilizando uma combinação de impressão digital, da íris ou reconhecimento de voz e um código privativo ao invés de uma senha.

A Biometria é a ciência que realiza a verificação de identidade de uma pessoa, através da comparação de características físicas com dados armazenados, tal como uma impressão digital ou leitura da íris. Dispositivos de autenticação biométrica incluem scanners de impressão digital, sistemas de verificação de íris e de voz. Uma tecnologia emergente criada para auxiliar com informações seguras e privacidade, a biometria é ideal para substituir senhas e smart card PINs, pois os dados biométricos não podem ser esquecidos, perdidos, roubados ou compartilhados com terceiros.

"A Microsoft está satisfeita em trabalhar com a I/O Software para trazer a biometria para o dia-a-dia da computação", disse Tod Nielson, vice-presidente do grupo de Plataforma da Microsoft. "Estamos comprometidos em apoiar a Biometria em Windows para promover uma plataforma de segurança aos clientes da próxima geração da computação. A Biometria será uma alternativa às senhas no Windows, visando promover aos nossos clientes facilidade de uso e um nível mais alto de segurança de rede, além da redução dos custos de gerenciamento".

Para William Saito, presidente e CEO da I/O Software, "esta iniciativa vai alavancar a aceitação da Biometria como uma alternativa no método de autenticação para melhorar a segurança e a conveniência do usuário. Nos próximos anos, esperamos ver scanners de impressão digital ou outra forma de autenticação biométrica na maioria dos PCs."

Para usuários Windows

O suporte integrado a autenticação biométrica oferecerá um método seguro e confiável de autenticação na rede. Com as tecnologias BAPI e SecureSuite, os usuários do Windows se beneficiarão de serviços de autenticação, armazenamento seguro de dados biométricos e uma interface comum para as aplicações. A Microsoft pretende integrar a autenticação biométrica em suas futuras versões do windows. Atualmente, a I/O Software comercializa produtos biométricos para Windows 95, 98 e NT, com suporte para Windows 2000 no próximo trimestre.

Para a indústria

A Microsoft e a I/O Software oferecem à indústria uma alternativa para a incorporação de autenticação biométrica em aplicações baseadas no Windows, facilitando a adoção desta tecnologia. "Este anúncio representa um grande passo para a adoção e utilização da Biometria no desktop, na empresa e nos negócios de uma forma geral", disse Adam Backenroth, presidente da Financial Services Technology Consortium e vice-presidente da Chase Manhattan Bank. "A indústria de serviços financeiros, juntamente com outras indústrias e o governo, deverão se beneficiar com esta iniciativa", complementa o executivo. I/O Software que é considerada uma das "Top 100 Emerging Companies to Watch in 2000" pela ComputerWorld, oferecendo serviços de consultoria e engenharia relacionados a Biometria para clientes da Fortune 500.

 

Casos Interessantes

  • O Congresso Nacional brasileiro implantou um sistema de identificação pela impressão digital, para registrar a freqüência e a autenticidade dos deputados na votação.
     
  • A Audi lançou o Avantissimo, um carro que para dar partida usa um cartão com código que precisa ser reconhecido antes do motor 4.2 V8 biturbo ser acionado. O Ajuste do banco do motorista, retrovisores e da temperatura é feito no volante, por impressão digital.
     
  • O presídio de Hortolândia, investiu R$ 2.500,00 em um controle de visitantes utilizando impressão digital. O caso foi destaque em diversos jornais da TV Brasileira.
      
  • Nos jogos olímpicos de 1996, a geometria das mãos foi um dos critérios de segurança usados para identificar os atletas que participaram das provas. No ano de 2000, em Sydney, a estratégia se repetiu e todos os 42 mil atletas, técnicos, funcionários, patrocinadores e pessoal de imprensa tiveram diferentes níveis de acesso.
     
  • Nas últimas eleições presidenciais do México, a tecnologia de reconhecimento facial foi utilizada para impedir a duplicidade de votos de um mesmo eleitor.
     
  • O departamento de imigração e naturalização dos Estados Unidos usa a biometria facial e reconhecimento de voz para tornar mais rápido e eficiente o trânsito regular de cidadãos que trabalham na fronteira com o México.
     
  • O Banco United of Texas foi a primeira instituição financeira dos Estados Unidos que implementou o reconhecimento de íris em seus caixas eletrônicos.
     
  • Em Newham, cidade da área de Londres, foi implantado um circuito fechado de TV, com mais de 300 câmeras espalhadas em pontos estratégicos, que filmam a rotina da cidade. Em tempo real, as faces das pessoas são conferidas com um banco de dados de criminosos e suspeitos. A polícia é alertada sempre que o sistema reconhece alguém.
     
  • A CIA, FBI e NASA, que exigem altíssimo nível de segurança para acesso a certas salas, usam a identificação pela retina.
     
  • Proprietários de passaportes anuais e sazonais para acesso a Disney World, em Orlando, são checados pela impressão digital, para terem acesso ao parque. Os dizeres "pessoal e intransferível" finalmente podem ser efetivos.
     
  • O presídio de Pentoville, na Inglaterra, adotou a identificação da assinatura para evitar que um preso se fizesse passar por outro na retirada de comida.
     
  • Funcionários de um hospital em Chicago ganham acesso ao berçário por meio de um sistema de reconhecimento de voz.
     
  • Os aeroportos Charlote/Douglas, nos EUA, e Flughafen, na Alemanha, usam o reconhecimento da íris no embarque de passageiros.